Não me causas mais ausência do que um dia de Agosto berrante. Até te podia dizer que te quero para sempre, mas para sempre fica tão longe, que mais perto não estarás do que a corrida fugidia em direcção ao epicentro do exagerado.
Sim, é verdade. Não tenho como não te amar. Não encontro a sintaxe, a semântica, sei lá mais o quê que se ajuste ao que de inacreditável tens sido para mim. São os bilhetes que trago na carteira, as velas que se esgotam no escuro do meu quarto, é o perfume da tua camisola que ficou por aqui…a guitarra ainda ontem tocada, ainda hoje largada a um canto…
Já te vestes em mim ajustadamente como se te tivessem concebido apenas com esse mesmo fim.
Apertas-me, largas-me, empurras-me contra a felicidade até bater com tanta força que até dói…
E a nossa loucura está plantada neste vasinho, que espera, já não é vasinho, já ultrapassou há muito, já enraizou, já abraçou chão firme… é nossa, deixa a ser, enquanto a pudermos viver não haverá nada melhor do que ser loucos. Juntos. Até que o para sempre se torne paranóico . Até lá, seremos simplesmente um. Um de dois, dois mais nenhum, cada um com loucuras diferentes, no entanto tão inseparáveis.
Sofia, 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
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1 comentário:
Gostei! =) Muito!
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