Consigo adivinhar como dobraste essa lágrima e a fechaste na palma da mão. Talvez, já o tenha feito também. É quando a alma se fecha num quadrado redondo e fechado e te obriga a mudares de estratégia. Não fujo do que tenho medo de ser quando estou contigo, até porque não me manipulas como pensas. No entanto falta a coragem, o sentido de oportunidade quando te tento captar a atenção e te berro nos ouvidos mil e uma maneiras de me desembrulhares que tendes em contornar como regra prioritária. Escorregares nas palavras que digo não faz de ti menos vulgar do que um dia resolveste tornar-te e não me fintes enquanto te digo isto nos olhos. Lá estou eu a exaltar-me, a criar conflito por tudo e por nada. Cala-te. Não és tu que tens que pisar estas linhas que sigo, nem sequer lá estás se a vertigem me atraiçoar. É fácil pedi-lo aos outros, os discursos estereotipados, a posição de voz e a calma dominante de psicologia barata não fazem milagres. É cá dentro. É tudo cá dentro. E à medida que vou arrumando as minhas prateleiras, os bibelôs que partimos em aventuras de meia tigela vou conseguindo distinguir o que foi meu do que foi nosso. Imagino como te ris engenhosamente do meu relato de alterada esquizofrénica, alarmista. A deliberada magia é aquela que tu não vês e os teus olhos que já não recebem o meu estímulo, não se abrem por preguiça de sofrer. Imensa a ignorância de quem fui, por te empregar os termos mais sublimes do meu dicionário. Não coxeies mais, de amor partido e pendurado, dobrando lágrimas como quem carrega estrelas e mares ao pescoço, ou eufemismos e falácias mal empregues.
Sofia, 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
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2 comentários:
Eu gosto muito de tiiiiiiiii!
Escreves pa caraças, sabias?
beijinho*
Quero mais! Quero mais!
(escreve lá outro!)
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